Um dia…ups! Aconteceu?

Um dia ups aconteceu

Um dia…ups! Aconteceu?

 

Albert Einstein disse “se num dia de tristezas, tiveres que escolher entre o mundo e o amor…Escolhe o amor e com ele conquista o mundo!”.

E tudo acontece sem uma justificação, há quem refira que foram as mãos que a atraíram, os olhos, disse Alexandre, o humor e a beleza, disse Cristina. Na realidade não se justifica, de repente, acorda-se de manhã e mais um dia comum vai acontecer e sem quê nem porquê, sentados num banco de sapateiro em frente ao rio, comodamente incómodos, disparam as emoções e surge algo mais e que alguns minutos antes era impensável acontecer.

Sorrisos cúmplices, pontos comuns e batimentos cardíacos diferentes…Uau, reforça-se o impacto da emoção e tudo o que era certo deixa de o Ser.

Helen Fisher, Art Aron e Lucy Brown realizaram um estudo sobre pessoas apaixonadas, outras que tinham terminado uma relação e um terceiro grupo que considerava ainda estar apaixonado, após 10 a 25 anos de casamento. Este estudo foi realizado através de ressonâncias magnéticas para análise do comportamento cerebral. Na base deste estudo, Helen Fisher refere que o amor romântico é uma das sensações mais poderosas na Terra e não conseguimos deixar de pensar na outra pessoa.

No presente estudo os investigadores, nos apaixonados, encontraram atividade cerebral numa zona que também é ativada através da cocaína – área tegmental ventral e nas células A10, que produzem a dopamina (estimulante natural), faz parte do que chamamos o núcleo reptiliano do cérebro.

A diferença é que o efeito da cocaína é temporário e o do amor romântico é mais duradouro, quase uma obsessão.
Viajemos até à época dos Maias e ao templo erguido no reinado de Jasaw Chan Kawiil em honra à sua mulher, por quem se diz que morreu apaixonado já na casa dos oitenta anos e construiu o templo onde foi enterrado, em frente ao dela. Reza a história que em todos os outonos e primaveras, no equinócio, o sol nasce por detrás do seu templo, cobre o da mulher com a sombra do seu e quando o sol se põe sobre o túmulo dela, cobre o do rei com a sua sombra. A verdade é que após mais de 1300 anos, esta história de amor e de dois amantes, ainda se beijam e tocam nos seus túmulos.

Vale a pena conhecer esta história, no entanto, a sua é a mais importante.

No mundo morre-se e nasce-se por amor, vive-se por amor, dança-se e canta-se por amor, escreve-se por amor, desde o romance à poesia, são registos de amor.

Em todas as investigações que fiz não encontrei nenhum descritivo de sociedades que não contivessem histórias de amor, biografias de amantes especiais, únicos.

Importante também é pensar que paixão, amor, podem também conter em si a rejeição. Aquela do tipo “alguma vez foi rejeitado por alguém que amava realmente?” e quando a resposta é afirmativa, surge o sofrimento por amor. O que dói de maneira opressora, enquanto o amor correspondido, dói de forma expansora, inspiradora. Se é possível, é uma dor boa, que acalenta a vida e a esperança, mas de quê? Pouco importa por que se têm um ao outro e o desafio é conseguir garantir que o dia a dia, os miúdos, as refeições, as rotinas, tenham uma base sólida uma fundação profunda no que nutrem um pelo outro.

Alexandre e Cristina, olharam o rio e perceberam que algo se tinha passado, que o olhar para os barcos não era igual ao do da véspera e … o que acontecerá depois, só aos dois diz respeito. Ups, aconteceu! E que bom que foi agora e não em outra altura. O momento é sempre este, o único, aquele em que tudo muda, sem razão, sem causa, mas com futuro. A distância existe e cada um tem histórias diferentes, no entanto, a aliança que os estimula a promessas, é de ferro sólida, de pedra, o ouro é apenas a cor. É um assunto dos dois, aliás é uma emoção dos dois e tão intensa que lhes apetece comemorar, viver e anunciar ao mundo…mas não, a prudência diz-lhes que um passo de cada vez, dar tempo ao tempo, diz Alexandre, ao mesmo tempo que lhe apetece que o tempo seja agora, neste minuto.

Emily Dickinson escreveu: “A separação é tudo o que precisamos de saber do inferno.”

Qual é a sua história de amor? Onde estão os seus ups’s! Aconteceu?

Recorde o início, escreva-o, faça da sua história o templo de amor. O que o atraiu nessa pessoa, por que acredita que tudo é diferente ao seu lado?