Porquê mudar?

Porquê mudar

Porquê mudar?

 

Olá, as palavras mágicas para o começo desta aventura são: É o que gostaria de ser? Sabe que quer mudar, mas não sabe como? São as palavras de abertura e o convite à visita do site da Humanemotion.

Se sente que necessita de mudar, hoje esta junção de letras é para Si.

Quando falamos de mudança, associo sempre o conceito de confiança e o que ela significa. Numa conversa sobre o séc. XXI vem sempre à luz da mesma, o tema da confiança, associada à segurança e à ânsia que cada um de nós, pode ou não, sentir em relação à mesma.

Quando nascemos é realizado um registo da hora, dia, mês e ano de nascimento e de facto no cartão de cidadão, não há hipótese de fazer o mesmo registo em relação à data da morte. A certeza que existe é que um dia vamos morrer, quando e aonde é completamente incerto. Neste século em que tanto se fala de formas de segurança, digital, pessoal, etc. cada um de nós vai percebendo que cada dia é uma experiência de vida, uma novidade, há quem lhe chame uma bênção e agradeça cada dia ao acordar, a segurança de continuar a respirar.

Deixem-me falar das várias formas de mudança – a interna – relacionada com a forma como me sinto e como sinto a vida e a externa – a forma como os estímulos externos me afetam e a perceção que faço do mundo exterior.

Saint Exupéry disse que “na vida, não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções.” Mesmo que não queira mudar nada na sua vida, as forças estão em marcha e a vida acontece. Muitas vezes não da forma que nos agrada e outras vezes, sim. A diferença entre querer ou não gerar mudança, é o grau de segurança e confiança que tem em Si mesmo, para encontrar internamente o princípio do prazer. Apetece-lhe percorrer o caminho da mudança, ou apetece-lhe a segurança da rotina? Qualquer opção é válida e gratificante, securizante, só que hoje dirigimo-nos àqueles que que querem mudar e que estão abertos a aceitar várias ideias em conflito ao mesmo tempo, várias dúvidas, várias tomadas de decisão, umas com mais certeza e outras, pelo contrário, com dúvidas. É a necessidade de sentir segurança no que vem de dentro, que vem de Si e aceitar que se assim é, a tempestade de ideias vai gerar mudança. Algo fica diferente depois, o quê é que só as forças que colocou em marcha podem apoiar e determinar.

A mudança, as ideias em atropelo, os conflitos das opções geram instabilidade e muitas vezes sentimos necessidade de nos agarrarmos à identidade, áquilo que achamos que somos. Dizemos que somos isto, ou aquilo.

Há dias uma mulher extremamente criativa dizia-me que sentia a sua identidade afetada por não saber como se devia apresentar. “Quando me perguntam o que faço, não sei o que responder”, dizia-me com um ar preocupado, como se todos tivéssemos de Ser uma só coisa. Pois não, as boas notícias é que somos várias coisas e que todas juntas formam a identidade, aquilo que somos ou queremos ser.

Esta mulher, com um histórico de vida incrível, aos meus olhos, com criação em tudo o que faz, em tudo o que transforma, dizia-me que não sabia como se apresentar. Fui questionando, questionando, até que concluiu que transforma o belo em mais belo. E que transformação no brilho do olhar, no sorriso que surgiu. Tinha aprendido que assumir algo como esta definição, era uma valorização que não devia fazer, que socialmente não era bem vista.

Qual quê, disse-lhe, o perceber do que gosta de fazer e que neste caso gera mudança diária, transforma o mundo, é um orgulho e quando a questionei se tinha prazer no que fazia e com um sorriso rasgado, respondeu que sim, perguntei novamente o que faz na vida e a resposta foi óbvia,” aprecio o belo e penso como o posso transformar em algo ainda mais belo”, a questão é que esta capacidade, esta habilidade, este dom, obriga a estar em mudança constante e a sentir mudança constante. O que na realidade esta mulher queria dizer, era que estava cansada, pois uma mente assim criativa nem sempre é reconhecida e muitas vezes é criticada. “Não podes ver sempre as coisas assim”, “assim não serenas, andas sempre em busca…” diziam-lhe e ela ia acreditando que mudar tantas vezes e tantas coisas, não era o certo, que não conseguia encontrar paz na vida, enquanto a sua paz está na transformação, no mudar de algo. É daí que lhe advém o prazer de cada dia.

Toda a ânsia de segurança, na realidade, torna-nos mais inseguros, pois temos de estar sempre alerta, em relação às pessoas que pensam de maneira diferente, que não agem da mesma maneira e que até têm uma opinião como se do “se eu fosse tu…” se tratasse. Ninguém consegue ser o outro, garanto-lhe que é impossível, o Eu só pode Ser o Eu e é sempre construído de dentro, mesmo que assente nas experiências que o exterior lhe gera. A tal identidade que falsamente achamos ser apenas uma, afinal surge em diferentes momentos e papeis na vida. Somos sempre transformadores de algo, de experiências, de aprendizagens.
Pense em Si e no porquê de mudar e no que mudar. Aceite que a mudança advém de uma força interior e que não sabemos seguramente aonde nos leva, sabemos sim que nos leva a algo.