Ansiedade, a nova normalidade
A ansiedade é um sentimento experienciado de forma intensa. Normalmente acompanhada de uma sensação desagradável, de agitação interior e pode, quando sentida de forma extremada, gerar sentimentos de terror por antecipação, eventos que são vividos e sentidos como uma realidade de perigo, de algo estranho que pode acontecer a qualquer momento.
Por outro lado, muitas vezes descreve-se a ansiedade como um medo, gerado em resposta a uma ameaça. A verdade é que a ansiedade é muito próxima da preocupação, um receio de que as coisas possam não correr como gostaríamos.
No entanto, estes componentes são de qualquer forma necessários para a evolução e sobrevivência da espécie, o que pode ocorrer é haver um exagero, no seu extremo, a ansiedade crónica, que aumenta o nível de tensão e mal-estar.
No entanto, há uma diferença entre ansiedade e medo, a ansiedade é uma espécie de expectativa face a uma ameaça futura e o medo é uma resposta à ameaça, quer seja real ou percecionada como tal.
Vejamos um exemplo, na sala onde estamos surge um leão…isso, garanto é medo e necessitamos dessa emoção para agir. Imaginemos agora que estamos numa viagem a África e que surge uma sensação de mal-estar, de apreensão negativa e um foco no facto de ser possível que um leão se cruze no nosso caminho, de tal forma intensa, que decidimos não continuar a viagem, isso é ansiedade.
Por outro lado, a ansiedade permite-nos desenvolver, quando de forma adequada, preocupações e ações que facilitam a prevenção de situações perigosas. Retomando o exemplo anterior, decidimos continuar com a nossa viagem por África e escolhemos o melhor guia, acompanhamo-nos pelos melhores seguranças do espaço selvagem que vamos visitar e enfrentamos o potencial receio, através da minimização dos riscos a correr.
Kahlil Gibran, poeta e pintor Libanês disse “A nossa ansiedade não vem de pensar no futuro, mas de querer controlá-lo.”, a vida é bastante mais do que controlo e se esta é uma prioridade sua, a única garantia que tem é que o cansaço vai ser constante e o seu estado de alerta desgastante. Pergunto-lhe e se não controlar? Por que tem necessidade de controlar tudo o que se passa na sua vida?
Estas são algumas das questões que deve encarar como oportunidades de autoconhecimento, o seu!

